Deficiências e excessos de nutrientes em plantas de cannabis
Deficiências e excessos de nutrientes em plantas de cannabis podem nos impedir de alcançar resultados ótimos no cultivo. Portanto, devemos tentar evitar e
Corrigir as deficiências e os excessos que as plantas desenvolvem.
Para determinar uma deficiência ou um excesso, precisamos saber quais são eles. nutrientes, os tipos que existem e como eles atuam na planta.
O que são deficiências?
A deficiência de nutrientes consiste na falta ou no fornecimento inadequado de um nutriente específico. Para evitar deficiências, devemos fertilizar a plantação de cannabis com os nutrientes necessários.
O que são excessos?
Os excessos são acúmulos de sais no metabolismo das plantas. Para evitar excessos, devemos fornecer uma dieta balanceada, adequada ao tipo de cultura, substrato e genética cultivada. Cada variedade de planta terá necessidades nutricionais específicas.
Como detectar deficiências e excessos
Para detectar um excesso ou deficiência, devemos prestar muita atenção e observar a cor e a condição das folhas. Estes elementos indicarão o tipo de deficiência ou excesso que a planta está apresentando, pois refletem seu estado nutricional.
É sempre mais fácil corrigir uma deficiência do que um excesso, portanto, não é aconselhável exagerar na quantidade de nutrientes.
O acúmulo excessivo de nutrientes é mais difícil de corrigir porque exige a lavagem das raízes, o uso de um produto de limpeza para nutrientes e a adição de enzimas para ajudar a decompor as raízes mortas. Isso levará a um atraso no desenvolvimento da planta.
É importante notar que quanto maior a planta, mais nutrientes ela precisará para alimentar seu extenso sistema radicular.
A deficiência de nutrientes causa estresse na planta, resultando em plantas mais fracas e mais suscetíveis a pragas e fungos. Ela também impacta negativamente a colheita final, produzindo flores com menos sabor, peso, tamanho e potência.
Embora o excesso possa causar queimaduras nas folhas e alterar o sabor dos botões.
Para evitar deficiências e excessos, é importante medir, ajustar e estabilizar a CE (condutividade elétrica) e o pH.
Ao medir a condutividade elétrica (CE), saberemos os níveis de sal e poderemos ajustar a quantidade de nutrientes.
É importante notar que, por vezes, as deficiências e os excessos não se devem apenas à falta ou ao excesso de fertilizantes, mas também a outros tipos de problemas que impedem a planta de absorver os nutrientes necessários.
Existem muitos tipos de deficiências e excessos que nossas plantas podem sofrer. Abaixo, detalhamos os mais importantes para que você possa detectá-los a tempo e corrigi-los.
DEFICIÊNCIAS E EXCESSO DE NUTRIENTES PRIMÁRIOS
AZOTO

EXCESSO
- Os caules e a folhagem enfraquecem
- A cor verde da planta aumenta
- As folhas internas ficam verde-escuras.
- O sistema de transporte aquático está se enfraquecendo.
- A colheita tem gosto de verde.
DEFICIÊNCIA
- As plantas são menores
- Folhas menores com menos brilho
- As folhas ficam amarelas.
- A cor amarela das folhas se estende por toda a planta.
- As folhas inferiores se enrolam, descolorem e caem.
- Floração prematura e baixa produção
FÓSFORO

EXCESSO
- As folhas novas crescem finas e desenvolvem clorose.
- Queimaduras nas pontas e bordas das folhas
- Espaço internodal menor
- As folhas inferiores se enrolam e desenvolvem manchas.
- Depois de secos, os botões adquirem um gosto químico.
- As pontas das raízes mostram sinais de definhamento.
- A colheita diminui.
DEFICIÊNCIA
- O crescimento vertical e lateral está diminuindo.
- A planta enfraquece e torna-se mais suscetível a doenças e pragas.
- Os pecíolos ficam roxo-escuros.
- As folhas ficam verde-azuladas ou roxas escuras.
- As folhas mais afetadas desenvolvem uma coloração bronze metálica escura, enrolam-se, murcham e caem.
POTÁSSIO

EXCESSO
- As folhas novas crescem finas e desenvolvem clorose.
- Queimaduras nas pontas e bordas das folhas
- Espaço internodal menor
- As folhas inferiores se enrolam e desenvolvem manchas.
- A zona radicular torna-se mais ácida.
- As pontas das raízes recuam.
DEFICIÊNCIA
- As folhas mais velhas ficam pálidas e sofrem de clorose.
- As bordas e pontas das folhas ficam com uma coloração ferrugem e queimam.
- O surgimento de novos caules pode aumentar
- A floração é atrasada e reduzida.
- Os caules tornam-se fracos, finos e muito frágeis.
DEFICIÊNCIAS E EXCESSO DE NUTRIENTES SECUNDÁRIOS
CÁLCIO

EXCESSO
- As folhas novas murcham
- O crescimento pode ser prejudicado.
- Ele bloqueia a absorção de potássio, ferro e manganês.
DEFICIÊNCIA
- Crescimento retardado das plantas e colheita reduzida
- O desenvolvimento das flores é lento.
- Manchas amarelo-acastanhadas nas bordas e na superfície das folhas.
- As folhas inferiores começam a enrolar e dobrar.
- As raízes começam a recuar.
MAGNÉSIO

EXCESSO
- retardo de crescimento
- folhagem verde escura
- Os sintomas são semelhantes aos de uma intoxicação por sal.
DEFICIÊNCIA
- A planta geralmente parece doente.
- As deficiências manifestam-se de 4 a 6 semanas antes de se tornarem visíveis externamente.
- Manchas e irregularidades marrons/amarelas aparecem em folhas velhas e de meia-idade.
- As folhas mais velhas secam, enrolam e tendem a cair.
ENXOFRE

EXCESSO
- A planta é menor e o desenvolvimento é uniformemente menor.
- As folhas ficam verde-escuras.
- Quando o excesso é severo, as pontas e as bordas das folhas podem ficar descoloridas e queimadas.
DEFICIÊNCIA
- Os botões se formam de forma frágil e lenta.
- As folhas jovens adquirem uma coloração amarelo-esverdeada e seu crescimento estagna.
- As nervuras das folhas ficam amarelas.
- As pontas das folhas podem queimar, escurecer e assumir uma forma de gancho apontando para baixo.
- Se a planta também apresentar uma deficiência nutricional geral, manchas roxas alongadas aparecerão nos novos caules.
- O caule torna-se lenhoso
DEFICIÊNCIAS E EXCESSO DE MICRONUTRIENTES
BORO

EXCESSO
- As pontas das folhas ficam amarelas antes de apresentarem sinais de queimadura.
- Folhas amareladas e caídas
DEFICIÊNCIA
- Os novos brotos, pontas e raízes crescem de forma anormal.
- Os brotos novos parecem queimados e podem se contorcer.
- Manchas necróticas se desenvolvem entre as nervuras das folhas.
- Folhas grossas e quebradiças
- As novas hastes adquirem uma cor ferrugem.
- As pontas das raízes incham, ficam descoloridas e param de crescer.
MANGANÊS

EXCESSO
- As folhas novas desenvolvem clorose, mudando de cor, de laranja escuro para manchas marrons/ferrugem.
- Os danos nos tecidos aparecem primeiro nas folhas jovens, antes de se espalharem para as folhas mais velhas.
DEFICIÊNCIA
- As folhas jovens apresentam sintomas de clorose.
- As folhas severamente afetadas apresentam necrose, ficam pálidas e caem.
- As bordas das folhas permanecem verde-escuras ao redor da clorose.
- Os sintomas se espalham das folhas mais novas para as mais velhas.
ZINCO

EXCESSO
- O excesso de zinco não é comum, mas é extremamente tóxico.
- Em excesso, as plantas morrem rapidamente.
- Isso causa deficiência de ferro.
DEFICIÊNCIA
- As folhas novas apresentam clorose, desenvolvendo-se menores e mais finas, com tendência a enrolar e enrugar.
- As filmagens e novas filmagens estão se acumulando.
- As pontas e as bordas das folhas ficam descoloridas e queimadas.
- A atrofia ocorre entre os espaços dos novos nódulos.
- Isso pode diminuir drasticamente o desempenho.
FERRO

EXCESSO
- As folhas adquirem uma coloração bronzeada, com manchas marrom-escuras nas folhas menores.
- A absorção de fósforo se deteriora e os sinais aparecem nas folhas inferiores.
DEFICIÊNCIA
- Os brotos e as folhas jovens desenvolvem clorose, começando no lado oposto à ponta da folha.
- À medida que a deficiência progride, as folhas maiores começam a apresentar clorose nas nervuras.
- As folhas podem desenvolver necrose e cair.
- A absorção de fósforo se deteriora e os sinais aparecem nas folhas inferiores.
CLORO

EXCESSO
- As folhas ficam amarelo-bronzeadas, menores e com desenvolvimento mais lento.
- As pontas e as bordas das folhas jovens ficam queimadas.
DEFICIÊNCIA
- As folhas adquirem uma coloração bronze amarelada e ficam queimadas nas pontas e bordas.
- As folhas jovens ficam verde-claras e murcham.
- As raízes desenvolvem pontas grossas e ficam atrofiadas.
COBRE

EXCESSO
- Crescimento global mais lento
- Está presente a clorose férrica intervenal.
- Crescem menos ramos
- As raízes ou diminuem de tamanho ou engrossam com crescimento lento.
DEFICIÊNCIA
- As folhas e os brotos jovens murcham, enrolam e podem morrer.
- As pontas e as bordas das folhas mudam de verde escuro para um tom cinza/cobre e morrem.
- O crescimento é lento e apresenta baixo desempenho.
MOLIBDÊNIO

EXCESSO
- Causa deficiência de ferro
- As folhas estão perdendo a cor.
DEFICIÊNCIA
- As folhas começam a cair.
- Em climas frios, as folhas ficam amarelas e podem desenvolver clorose.
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